Investimento social não é só sobre quanto se mobiliza — é sobre onde o recurso chega, quem constrói as soluções e o que permanece no território depois. Foi com isso que o Instituto Neoenergia lançou a campanha Energia Raiz.
A iniciativa reafirma uma estratégia de atuação baseada na descentralização do investimento e no fortalecimento das potências locais, a partir de quatro linhas transversais: escuta profunda, legado, territórios vivos e ancestralidade em ação.
Os números mostram que a escolha é concreta. Em 2025, o Instituto investiu R$ 32,5 milhões em 166 projetos, sendo 83% deles fora das grandes capitais — um esforço claro de direcionar recursos para as regiões mais desfavorecidas.
A campanha chega em um momento importante para o setor. O Investimento Social Privado brasileiro atingiu R$ 5,8 bilhões em 2024, segundo o Censo GIFE, mas 89% do volume ainda se concentra no Sudeste. A Energia Raiz propõe justamente o caminho contrário: olhar para o Brasil a partir das suas raízes.
“A campanha Energia Raiz representa uma maneira de olhar para o impacto social que parte do território e reconhece as potências que já existem nele. É sobre escutar, estar presente, construir junto e fortalecer iniciativas e pessoas que são protagonistas de suas próprias histórias”, afirmou Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia.
A estratégia também incorpora um olhar para públicos historicamente sub-representados, com destaque para mulheres negras. Essa combinação entre interiorização, equidade de gênero e raça e fortalecimento local orienta a atuação do Instituto nas áreas de cultura, educação, esporte, desenvolvimento social, novas tecnologias e biodiversidade.
Em 2025, o Instituto beneficiou mais de 3,12 milhões de pessoas.
Quando o investimento social parte do território e reconhece as potências que já existem nele, o impacto vai além do recurso — ele fica.

