Postes de energia solar feitos com garrafa PET iluminam bairro da Serra (ES)

Postes de energia solar feitos com garrafa PET iluminam bairro da Serra (ES)

Inovação e sustentabilidade podem nascer de algo tão simples quanto uma garrafa PET.

No bairro Acréscimo das Laranjeiras, na Serra (ES), 30 postes de energia solar construídos com canos de PVC e garrafas PET estão iluminando as ruas da comunidade. A iniciativa é da EDP, distribuidora de energia do Espírito Santo, em parceria com a organização Litro de Luz.

Como funciona?

  • Durante o dia, a placa fotovoltaica capta e armazena energia em uma bateria
  • À noite, lâmpadas de LED instaladas dentro das garrafas PET são acionadas automaticamente
  • A autonomia da bateria é de cerca de 3 noites, considerando 12 horas de uso por noite
  • A vida útil varia de 2 anos (bateria de chumbo) a 10 anos (bateria de lítio)
  • As garrafas PET podem ser trocadas pelos próprios moradores quando ficam esbranquiçadas ou amassadas

Mas o que torna esse projeto ainda mais especial é o protagonismo comunitário. A definição dos pontos de instalação foi feita pela própria comunidade. Moradores indicados como embaixadores passaram por uma formação e ajudaram a identificar os locais que mais necessitavam de iluminação complementar.

As famílias também participaram de oficinas de conscientização sobre uso seguro e eficiente de energia elétrica, com orientações sobre consumo consciente, leitura da conta de luz e segurança nas instalações.

Vale destacar o contexto: até o fim de 2023, a comunidade de Acréscimo das Laranjeiras não tinha autorização para a entrada regular dos serviços de energia, água e esgotamento sanitário, por se tratar de uma área em processo de regularização. A ligação de energia começou apenas depois da regularização fundiária, em 2024.

Como afirma Sofia Giambarba Furmanski, analista de Impacto Social da EDP: “Levar energia renovável por meio de soluções inovadoras, sustentáveis e acessíveis é uma forma de contribuirmos para a melhoria da qualidade de vida e para o fortalecimento das comunidades onde atuamos, gerando transformação real nos territórios.”

É um lembrete de que transição energética e inclusão social caminham juntas — e que soluções de baixo custo e alto impacto podem sair de materiais que normalmente descartamos.